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Posts Tagged ‘antropologia’

Jogos, significações e sociedade

October 26th, 2008

Esse foi o título do meu artigo sobre games e sociedade… tema do meu primeiro post aqui no blog.

Demorei bastante para atualizar o blog, porque estava envolvido com coisas super urgentes. :P

Bem, o artigo não ficou exatamente como eu gostaria. Não tive tempo para explorar um monte de outras coisas que dariam maior profundidade à análise. Mas quem leu até agora gostou. :)

Este é o link para você baixar o artigo. Abaixo coloco o resumo do artigo para você ler e decidir se vale a pena fazer o download, ou não.

Abstract
Este artigo tem por objetivo demonstrar que jogos
eletrônicos espelham necessidades primitivas do ser
humano que nos acompanham desde os princípios da
nossa evolução. Para tal demonstração, percorreremos
a história de nossa evolução, observando a evolução de
nossa vida social pelas lentes da biologia, antropologia
e sociologia, pontuando momentos onde os jogos
exercem papel fundamental para a construção da nossa
sociedade.
Keywords: socialização, antropologia cultural, games,
significados
Contatos do Autor: barbeirovsk [at] gmail [dot] com

Resumo
O ser humano deriva de uma linhagem de primatas de
aproximadamente três  milhões de anos, durante a
evolução daquele primata mudanças não só físicas
ele desenvolveu grande parte de sua cultura, e a
necessidade de trabalho em grupo na busca de
alimentos.
Embora a caça tenha deixado de ser um padrão da
busca de alimentos, ela deixou grandes marcas na
nossa cultura, a tal ponto que foi re-significada e hoje
encontramos suas características principais em jogos
modernos. A maior razão dessa re-significação, talvez
tenha se dado num intuito de manter os indivíduos
humanos vivendo em sociedade. E recordar hábito
antigos, especialmente os que tornam os homens
dependentes uns dos outros, se tornaria essencial com
o surgimento de cidades.
Os jogos, como re-significação da caça, proporcionam
ao indivíduo grande vivência de seus instintos, e
canalizando-os para um evento, permite a sociedade
criar uma identidade, um modus operandi coletivo.
Dessa forma os jogos eletrônicos se tornaram mais um
elemento dentro desse mosaico de re-significações
existentes na nossa cultura, nos permitindo vivenciar
de novas formas o que ainda não vivenciamos.

É isso,

abraço.

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Socialização em Games

July 1st, 2008

Por conta do meu curso de pós-graduação, eu estou me preparando para escrever um artigo sobre a socialização que acontece em torno dos games.

Esse comportamento me chama bastante a atenção. Porque que geralmente se prefere jogar quando se está em grupo? Porque é tão bacana ir a uma lan house?

Bem, algumas formas de explicação eu tenho na ponta da língua. Mas, neste artigo, vou dar um enfoque especial nas razões biológicas disso acontecer.

Para tanto estou lendo alguns livros e artigos. E já vou recomendar três leituras para quem esteja interessado.

1. “A árvore do conhecimento”, dos biólogos chilenos Humberto Maturana, e Francisco Varela.

2. “The Naked ape”, do biólogo inglês Desmond Morris.

3. “Entre games e folgações: apontamentos de uma antropóloga na lan house”, de Vanessa Andrade Pereira.

A árvore do conhecimento, é um livro excepcional, deveria vir da maternidade quando nasce o bebê, como uma documentação da classe homo sapiens. No livro os autores falam dos princípios da vida, da organização das células, e vão narrando o processo evolutivo dos seres pluri-celulares até chegar a nossa capacidade cognitiva. É um livro que deveria ser de leitura obrigatória de todos os seres humanos.

The Naked ape, segue uma linha semelhante, mas com enfoque no comportamento humano, e no porque nós humanos desenvolvemos nossos comportamentos, tudo com uma base evolutiva do ser humano.

Entre games e folgações, é na verdade um poster, onde Vanessa Pereira fala sobre sua inicial pesquisa sobre as relações sociais que se desenvolveram em uma lan house de Porto Alegre. Esse artigo é fácil de se achar pelo Google, ele está hospedado no Scielo.

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Auto-retrato Coletivo

July 1st, 2008

Auto-retrato Coletivo foi meu projeto de conclusão de curso, na então Faculdade de Belas Artes de São Paulo, no curso de Design Gráfico. O projeto consistiu na editoração de um livro, baseado na minha monografia.
Durante o decorrer do texto eu analisei a pichação como um elemento cultural que reflete uma série de questões relativas ao modo de vida de uma sociedade. Obviamente que tais reflexos são inconscientes na mente dos autores, é como algo que está no inconsciente coletivo da população e que aflora nos momentos de expressão popular.
Desde muito jovem, bem antes de entrar para a faculdade, eu reparava que as pichações de São Paulo e Rio, divergiam em estilo e organização nos muros, e isso era algo que me intrigava muito. Certo dia, quando estava visitando a capital da Bahia, vi uma pichação espetacular, e aquele grafismo baiano, me causou um “choque”, bem aos modos de Schutz.
Para essa análise, usei como exemplo pichações das cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro. Comparei os grafismos, com informações sobre a sociologia, política, condições geográficas, e expressões populares das cidades, e notei a clara e visceral ligação entre esses pontos.
Se você se interessar sobre este tema, neste link está o arquivo PDF, no meu livro. Vale lembrar que hoje, eu faria alterações no texto.
AVISO: a página 29 deve ser lida de baixo para cima, como a escrita japonesa.

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